3 de junho de 2010

Pax.

Eu, católico por convicção, não repreendo, nem mesmo contesto decisões religiosas de outras pessoas. Mas o pior cego é aquele que não quer ver...é até uma heresia dizer não existe uma intolerância pela religião do outro. Penso que religião pode sim ser discutida, porque nesse tipo de argumentação não temos que provar que a nossa é melhor que a de alguém, e sim comprovar que a minha fé não é infundada e tem respaldo na Bíblia, Alcorão ou até nas regras da decência.
Há algum tempo me envolvi numa discussão sobre religião e desde então estou engasgado...na ocasião ficou clara a posição de ojeriza de uma das pessoas contra o Catolicismo e até mesmo certo desrespeito pela crença alheia e pelas divindades. Oh Pai, perdoai-os, eles não sabem o que falam.As religiões foram feitas para serem irmãs, pois têm o mesmo Pai. E ao mesmo tempo, percebi que as religiões tem a tendência de se odiarem, simplesmente para mostrar que sua doutrina é a mais correta, ou a única correta. Isso não é verdade.
Se um aluno decide se esforçar e prestar atenção às aulas, tirar notas boas e puxar saco do professor, ele escolheu um meio para passar de ano e seguir para a próxima etapa. E se outro aluno, acha que pode passar de ano colando, copiando trabalhos da Internet, não copiando o que o professor escreve e mesmo assim ele passa, este estudante encontrou uma forma alternativa para alcançar seus objetivos. è o que acontece com as religiões...são modos diferentes de se chegar ao mesmo lugar.
Nessa nossa discussão, não estávamos preparados para entender a crença do outro e o modo como ele se expõe...falhamos. Mas será que estamos praticando mais nossa fé ao negarmos a do outro, ao invés de nos unirmos a ele em prol DO objetivo comum?!
Na sociedade de informação em que vivemos, é um retrocesso repudiar a opinião do outro!! Temos um leque de opções para escolher....se todos escolhessem a mesma, esta seria uma ditadura.
A Igreja Católica sofre de críticas sobre a Inquisição...mas não sei se eu estaria sendo neutro ou não ao tentar defendê-la...Ocorre que a culpa em si não era da Igreja, e sim do homem medieval, ele é quem moldava e cometia erros...a igreja como outra instituição qualquer não tem forma senão por seus membros, se todos os clérigos da época, ou boa parte deles foram carrascos,a Igreja continuou com as mesmas paredes e crucifixos, só que abrigando ditadores.
A pedofilia também não é prelazia da Igreja Católica, uma vez que não é o Celibato que faz com que os padres abusem de menores, porque esse voto de castidade os impede de manter relacionamentos amorosos com qualquer tipo de pessoa. A falha criminosa é culpa de cada padre que sob a redoma do Catolicismo se imagina acima da lei. Por terem concordado com o Celibato, e não se acharem mais capazes de mantê-lo, se não fossem sociopatas poderiam quebrá-lo com um homem ou mulher adultos. O Voto não os força a transgredirem leis.
Outros ainda questionam a Igreja Católica por ter feito vista grossa ao Holocausto, sim! Mas o que fizeram os protestantes? Os islâmicos? E os sempre pacíficos budistas e hinduístas? Adolf Hitler, com seu exímio poder de liderança conseguiu convencer 80% da Alemanha que seu genocídio era correto. Será que foram os padres que dirigiram os ônibus apinhados de judeus e ciganos rumo aos campos de concentração? Será que foram os bispos que mataram intoxicados os gays e negros?
A Igreja fundada por Pedro é posta a fogo, porque como diz o ditado:"Ninguém tasca pedra numa árvore que não deu frutos".
E antes que este post seja considerado pró-catolicismo e não pró-ecumenismo, ressalto a necessidade das congregações protestantes ao trazer conhecimento e evangelizar as pessoas. Ao budismo por pregar a paz universal. Ao Islamismo por criar (às vezes até demais!) noções de disciplina e tradição. Ao judaísmo por sobreviver ao milhares de ataques que sofreu, mesmo sendo a religião de Cristo.
"Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome ali estou eu, no meio deles" Mt 18: 20

M.H

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