14 de junho de 2010

Leque.

Me ensinaram que eu deveria plantar rosas, porque elas rendiam, se multiplicavam e são muito bonitas. Mas com o passar do tempo, percebi que um campo de uma cor só é morto, daí aprendi a plantar cravo. Afinal de contas, a monocultura estraga o solo. A maioria dos agricultores olham minha lavoura com desdém. Vermelha e branca,minha lavoura me deixava muito feliz, mas notei que o cravo estava tomando conta da minha plantação, e as pobres rosas(coitadas!)se encontravam uma aqui, outra acolá na minha vasta cultura de flores.


Tentei impedir que as rosas fossem extintas do meu campo florido, e quanto mais eu plantava rosas, mais cravos apareciam sem que eu tivesse posto suas sementes. Eu acho. Vi que que minha lavoura estava novamente ficando "monocolor". Não, não pude permitir.


Sempre esperei o tempo certo para plantar, e quando ele chegou, achei por bem que plantaria o que viesse. Mas só encontrei(até agora) sementes de rosa e cravo. Não me apego a nenhum dessas espécies. Gosto de ser livre para cultivar e arrancar minhas flores quando quiser.


Imaginem vocês, que nos meus caminhos escondidos, me ofereceram uma muda de margarida. Não aceitei(por ora!). Mal consigo lidar com a colheita do que já plantei, que agora graças a Deus não para de crescer.pensei que minhas sementes fossem estéreis. Vou terminar de colher essa safra e quem sabe um dia eu possa plantar tantas variedades de flores que seja capaz montar um buquê!


Nem pensem que prefiro o cheiro de uma de minhas flores ao invés de outra. Não quero nem saber o que eu estou cultivando. Eu gosto mesmo é de plantar.
[Com licença poética]

M.H

Um comentário:

  1. Manoel....sempre!
    Sua originalidade é reconfortante, sinto-me privilegiada em conhece-lo pessoalmente....rsrsrsrrs...sem clichê.!
    Isso aki (blog) é o máximo

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